Processo criativo – personagens

Pois bem, lá está você com uma ideia ótima na cabeça, uma trama sensacional que vai revolucionar toda a literatura. Porém, antes de colocá-la no papel, temos que pensar em quem vai viver essa história fantástica que vale um prêmio Nobel. E é exatamente sobre isso que falarei hoje aqui.

Os personagens são elementos fundamentais na trama. É a partir deles que a ação se desenrola e eles desempenham um papel importantíssimo na conquista do leitor. Por mais que sua história seja ótima, se os personagens não cativarem (ou, até, por outro lado, provocarem certo asco) o leitor não vai ter vontade de continuar a leitura.

Ok, primeiro de tudo, temos que pensar na história que temos em mãos. Eu trabalho sempre com o final pronto, assim sei onde a história vai dar e que tipo de personagem preciso. Se é aquele valente, que corre atrás e toma decisões por si mesmo ou se é o covarde que deixa as situações chegarem até ele. Se é amoroso e carinhoso ou egoísta e violento. Tudo isso interfere no texto, pois são as vontades, os medos ou o estado zen dos personagens que vão mover a trama.

E você precisa ter em mente sua história para seu personagem agir de acordo com o que você quer. É uma questão de coesão. Todo mundo quer alguma coisa e as pessoas não mudam suas vontades e ideias de uma hora para outra. Então, é importante que seu personagem seja sempre o mesmo (e não mude de acordo com a necessidade do texto) por mais que a jornada em que ele está o transforme. Caso ele mude de ideia (e em muitas vezes, os personagens mudam), é preciso mostrar essa transformação acontecendo.

Como disse, todo mundo quer algo e é importante ter personagens antagonistas, pois, não sei se vocês já perceberam, mas não existem histórias sem conflitos. As peças que são antagônicas não precisam ser apenas humanas, cada trama tem a sua, mas é o conflito que faz a trama. Alguém já viu alguma história em que não haja um desafio, um objetivo a buscar e dificuldades no caminho? Se tudo dá certo e vai às mil maravilhas, não há história para contar. Ao menos, não uma que seja realmente interessante.

Caso você escolha colocar no seu texto um herói e um vilão, por exemplo, tente, ao máximo, evitar bem e mal. Além de ser um tema muito batido e demasiadamente explorado, o texto ganha muita riqueza caso os dois lados tenham traços bons e maus, isso humaniza os personagens, torna mais verossímil a história. Afinal, nesse mundo ninguém é só bom ou só mau. É interessante quando uma trama mexe com as questões do certo e errado por essa ótica e nos faz refletir. No fim das contas, é para isso mesmo que a arte serve: para gerar reflexão!

Espero que a dica tenha ajudado!!

Grande abraço!!

 

André Cardinali

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